quinta-feira, 2 de outubro de 2014
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
"A memória guardará o que valer a pena. A memória sabe de mim mais que eu; e ela não perde o que merece ser salvo". Eduardo Galeano
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Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
Fernado Pessoa
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
Fernado Pessoa
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Academia divulga finalistas do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2014
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Os filmes Faroeste Caboclo, de René Sampaio, Serra Pelada, de Heitor Dhalia, e Flores Raras, de Bruno Barreto, lideram com o maior número de indicações a relação de finalistas do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2014, anunciada hoje (4). A cerimônia de entrega será no próximo dia 26, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e premiará, em 26 categorias, filmes que tiveram lançamento comercial ao longo de 2013. A festa terá como grande homenageado o diretor e dramaturgo Domingos Oliveira.
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| Cena do filme Faroeste Caboclo, um dos líderes em número de indicaçõesDivulgação Academia Brasileira de Cinema |
Os filmes Faroeste Caboclo, de René Sampaio, Serra Pelada, de Heitor Dhalia, e Flores Raras, de Bruno Barreto, lideram com o maior número de indicações a relação de finalistas do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2014, anunciada hoje (4). A cerimônia de entrega será no próximo dia 26, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e premiará, em 26 categorias, filmes que tiveram lançamento comercial ao longo de 2013. A festa terá como grande homenageado o diretor e dramaturgo Domingos Oliveira.
Realização da Academia Brasileira de Cinema, com patrocínio e apoio de empresas do setor audiovisual, o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, que chega este ano à sua 13ª edição, segue o modelo de premiações semelhantes do cinema internacional, como o Oscar norte-americano e o César francês. Os indicados em cada categoria são votados pelos membros da academia, da qual fazem parte mais de 200 profissionais de todos os segmentos da atividade cinematográfica.
Além de Faroeste Caboclo e Flores Raras, concorrem ao prêmio de melhor longa-metragem de ficção os filmes Cine Holliúdy, de Halder Gomes; O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho e Tatuagem, de Hilton Lacerda. Os cineastas desses cinco filmes também concorrem ao prêmio de melhor direção.
Para melhor ator, a disputa se dá entre Edmilson Filho (Cine Holliúdy), Fabrício Boliveira (FaroesteCaboclo), Irandhir Santos (Tatuagem e O Som ao Redor) e Jesuíta Barbosa (Tatuagem). Já para melhor atriz concorrem Fernanda Montenegro (O Tempo e o Vento), Gloria Pires (Flores Raras), Leandra Leal (Mato sem Cachorro), Isis Valverde (Faroeste Caboclo) e Sophie Charlotte (Serra Pelada)
O Grande Prêmio do Cinema Brasileiro também contempla o melhor longa-metragem documentário, categoria para a qual concorrem A Luz do Tom, de Nelson Pereira dos Santos;Dossiê Jango, de Paulo Henrique Fontenelle; Elena, de Petra Costa; Jorge Mautner – O Filho do Holocausto, de Pedro Bial e Heitor D'Alincourt; O Dia Que Durou 21 Anos, de Camilo Tavares, e São Silvestre, de Lina Chamie. Os filmes Minhocas, de Paulo Conti, e Uma História de Amor e Fúria, de Luiz Bolognesi, disputam o prêmio de melhor longa de animação.
Uma novidade deste ano é a criação da categoria melhor longa-metragem de comédia, disputada por Mato sem Cachorro, de Pedro Amorim; Meu Passado me Condena, de Julia Rezende; Colegas, de Marcelo Galvão”; Minha Mãe É Uma Peça, de André Pellenz, além de Cine Holliúdy. “A comédia é uma tradição do cinema brasileiro, mas sempre foi pouco valorizada”, diz o presidente da Academia Brasileira de Cinema, Roberto Farias, ao justificar a criação da categoria.
Para Farias, a importância do Grande Prêmio se deve ao fato de ser concedido pela própria classe cinematográfica. “É o reconhecimento e o aplauso dos cineastas ao talento de seus pares”, define.
A votação do prêmio ocorre em duas etapas. Na fase de indicação, são escolhidas os cinco filmes e profissionais de cada categoria que passarão para a etapa seguinte. Depois, entre esses finalistas são escolhidos os vencedores, por meio de nova votação dos sócios da academia e também do público, que ocorre em três categorias: melhor longa de ficção, melhor longa documentário e melhor longa estrangeiro. O acompanhamento e a auditoria são feitos pela mesma empresa encarregada da apuração do Oscar.
da Agência Brasil
da Agência Brasil
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Por que Existem o Mal e o Sofrimento Humano? Por Leandro Gomes de Barros
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Por que Existem o Mal e o Sofrimento Humano?
Por Leandro Gomes de Barros
" Se eu conversasse com Deus
Iria lhe perguntar:
Por que é que sofremos tanto
Quando se chega pra cá?
Perguntaria também
Como é que ele é feito
Que não dorme, que não come
E assim vive satisfeito.
Por que é que ele não fez
A gente do mesmo jeito?
Por que existem uns felizes
E outros que sofrem tanto?
Nascemos do mesmo jeito,
Vivemos no mesmo canto.
Quem foi temperar o choro
E acabou salgando o pranto?"
Sobre o autor:
Leandro Gomes de Barros nasceu no sítio Melancia,município de Pombal (PB), em 19 de novembro de 1865,morrendo em Recife (PE), em 4 de março de 1918. Foi o primeiro a escrever e editar histórias versadas em folhetos. Atéos 15 anos viveu em Teixeira, centro de poesia popular.
Mudou-se em 1880 para Pernambuco, tendo vivido em Vitória de Santo Antão, Jaboatão e Recife. Começou a escrever em 1889 e, sobrevivendo de folhetos, sustentou uma numerosa família.
Por que Existem o Mal e o Sofrimento Humano?
Por Leandro Gomes de Barros
" Se eu conversasse com Deus
Iria lhe perguntar:
Por que é que sofremos tanto
Quando se chega pra cá?
Perguntaria também
Como é que ele é feito
Que não dorme, que não come
E assim vive satisfeito.
Por que é que ele não fez
A gente do mesmo jeito?
Por que existem uns felizes
E outros que sofrem tanto?
Nascemos do mesmo jeito,
Vivemos no mesmo canto.
Quem foi temperar o choro
E acabou salgando o pranto?"
Sobre o autor:
Leandro Gomes de Barros nasceu no sítio Melancia,município de Pombal (PB), em 19 de novembro de 1865,morrendo em Recife (PE), em 4 de março de 1918. Foi o primeiro a escrever e editar histórias versadas em folhetos. Atéos 15 anos viveu em Teixeira, centro de poesia popular.
Mudou-se em 1880 para Pernambuco, tendo vivido em Vitória de Santo Antão, Jaboatão e Recife. Começou a escrever em 1889 e, sobrevivendo de folhetos, sustentou uma numerosa família.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
domingo, 13 de julho de 2014
Sou nascida na América Latina e #tamojuntoMessi
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Sou nascida na América Latina e #tamojuntoMessi
Eduardo Galeano descreveu desta forma, histórico processo de subalternização da classe dominante latino-americana:
“Para os que concebem a História como uma disputa, o atraso e a miséria da América Latina são o resultado de seu fracasso. Perdemos, outros ganharam. Mas acontece que aqueles que ganharam, ganharam graças ao que nós perdemos: a história do subdesenvolvimento da América Latina integra, como já se disse, a história do desenvolvimento do capitalismo mundial. Nossa derrota esteve sempre implícita na vitória alheia, nossa riqueza gerou sempre a nossa pobreza para alimentar a prosperidade dos outros: os impérios e seus agentes nativos. Na alquimia colonial e neo-colonial, o ouro se transformou em sucata e os alimentos se convertem em veneno. Potosí, Zacatecas e Ouro Preto caíram de ponta do cimo dos esplendores dos metais preciosos no fundo buraco dos filões vazios, e a ruína foi o destino do pampa chileno do salitre e da selva amazônica da borracha; o nordeste açucareiro do Brasil, as matas argentinas de quebrachos ou alguns povoados petrolíferos de Maracaibo têm dolorosas razões para crer na mortalidade das fortunas que a natureza outorga e o imperialismo usurpa. A chuva que irriga os centros do poder imperialista afoga os vastos subúrbios do sistema. Do mesmo modo, e simetricamente, o bem-estar de nossas classes dominantes – dominantes para dentro, dominados para fora – é a maldição de nossas multidões, condenadas a uma vida de bestas de carga”.
Eduardo Galeano. As Veias Abertas da América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982. p 14.
“Para os que concebem a História como uma disputa, o atraso e a miséria da América Latina são o resultado de seu fracasso. Perdemos, outros ganharam. Mas acontece que aqueles que ganharam, ganharam graças ao que nós perdemos: a história do subdesenvolvimento da América Latina integra, como já se disse, a história do desenvolvimento do capitalismo mundial. Nossa derrota esteve sempre implícita na vitória alheia, nossa riqueza gerou sempre a nossa pobreza para alimentar a prosperidade dos outros: os impérios e seus agentes nativos. Na alquimia colonial e neo-colonial, o ouro se transformou em sucata e os alimentos se convertem em veneno. Potosí, Zacatecas e Ouro Preto caíram de ponta do cimo dos esplendores dos metais preciosos no fundo buraco dos filões vazios, e a ruína foi o destino do pampa chileno do salitre e da selva amazônica da borracha; o nordeste açucareiro do Brasil, as matas argentinas de quebrachos ou alguns povoados petrolíferos de Maracaibo têm dolorosas razões para crer na mortalidade das fortunas que a natureza outorga e o imperialismo usurpa. A chuva que irriga os centros do poder imperialista afoga os vastos subúrbios do sistema. Do mesmo modo, e simetricamente, o bem-estar de nossas classes dominantes – dominantes para dentro, dominados para fora – é a maldição de nossas multidões, condenadas a uma vida de bestas de carga”.
Eduardo Galeano. As Veias Abertas da América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982. p 14.
Os hermanos argentinos não são bons apenas no Tango e no futebol, eles também batem um bolão na cozinha. É impossível não se apaixonar pelas carnes, alfajores e vinhos dessa culinária maravilhosa...
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