Então

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Flagrantes,mostrando o amor pelo esporte

Encontrei uma seleção de imagens com vários flagrantes, mostrando que o amor pelo esporte pode chegar ao limiar do insano.







































Você olha, mas não vê.

Existem coisas que por mais que você olhe não consegue, as vezes, enxergar a mensagem.É o caso de alguns logotipos que contém verdadeiras mensagens subliminares em seu design. Quer ver?


Na Amazon você encontra de tudo, de A a Z como indica a seta da sua logo.



A seta no logotipo da FedEx



O que está escrito no logo da Toyota? Toyota... é lógico!



O "C" (em branco) no logotipo do Carrefour?


O dragão engolindo um homem no escudo da Alfa Romeu?

Marilda Confortin


Sina
Nascida ostra
cismo
liberdade.

Con(tato)
dedilho improvisos
teu corpo jaz(z)ido
acorda.

A outra
Hoje, uva.
Amanhã, passa.
Eu, vinha.

Suicídio
Com agulhas de crochê
a velha senhora
mata horas.

Gostosa
Bela cantata.
me allegro
ma non treppo.

Ipsis litteris
Não me venha
com meias!
Verdade!

Ménage a trois
Papa, Bocage e Dalai Lama
empilhados na cabeceira
de minha cama.

Mesa doze
Última dose.
Ele sempre chega tarde.
Eu sempre cedo.

Inversão de valores
Cachorro e seu mendigo.
Olhares de compaixão
para o cão.

Em luarada
Nossa!!!
A lua está tão cheia
que só cabe meia na poça.

Procura-se
Um bom tempo perdido.
Quem encontra-lo, favor usar.
Não deixar passar em branco.

Formula(rio)
Preencha-me.
Na dúvida,
vide verso.

Pós-verbo
Amor
com outro amor
se apaga.

Decepção
Ele quer ter-me a seu lado.
Mas não quer me ter
em cima, em baixo...

F(r)esta na janela
Gerânios enroscam na cortina
para espiar a menina
acor(dando)

Bagagem
literária?
Bobagem!
Leve um coração leve e
sobretudo,
um olhar de veludo

Poesia
Muitos são loucos por ela
mas ela, se dá a poucos.
Esses, são poetas.

Lembrança
Flash
Foto
Síntese.

Sacanagem
Fui flagrada pensando bobagem.
E agora?
Onde enfio esta cara gozada?

MARILDA CONFORTIN,Curitiba/PR - Brasil, 52 anos, Escritora ,poeta e cronista.
Marilda Confontin http://www.marildaconfortin.prosaeverso.net/index.php

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Neuro


animation by Bruno Bozzetto

Mecano - Hijo De La Luna

Mecano - Hijo de la luna (World Music Awards, 1990)


Mecano
Hijo De La Luna

Tonto el que no entienda
Cuenta una leyenda
Que una hembra gitana
Conjuro a la Luna hasta el amanecer
Llorando pedía
Al llegar el día
Desposar un calé

Tendras a tu hombre piel morena
Desde el cielo hablo la Luna llena
Pero a cambio quiero
El hijo primero
Que le engendres a él
Que quíen su hijo inmola
Para no estar sola
Poco le iba a querer

{Refrain:}
Luna quieres ser madre
Y no encuentras querer
Que te haga mujer
Dime Luna de plata
Que pretendes hacer
Con un niño de piel
Hijo de la Luna

De padre canela nació un niño
Blanco como el lomo de un armiño
Con los ojos grises
En vez de aceituna
Niño albino de Luna
Maldita su estampa
Este hijo es de un payo
Y yo no me lo cayo

{Refrain}

Gitano al creerse deshonrado
Se fue a su mujer cuchillo en mano:
¿De quién es el hijo?
Me has engañao fijo
Y de muerte la hirio
Luego se hizo al monte
Con el niño en brazos
Y allí le abandono

{Refrain}

Y en las noches que haya Luna llena
Será porque el niño esté de buenas
Y si el niño llora
Menguará la Luna
Para hacerle una cuna
Y si el niño llora
Menguará la luna
Para hacerle una cuna

José Régio

Cântico Negro - José Régio - Maria Bethânia


Cântico Negro


"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

VILA DO CONDE



Pseudônimo literário de José Maria dos Reis Pereira. Nasceu em
Vila do Conde, em 1901 e nessa mesma vila faleceu em 1969.